A guerra comercial entre a China e a Europa continua longe de estar resolvida. O anúncio da União Europeia (UE) de um agravamento das taxas de importação aplicadas aos elétricos fabricados na China deixou os construtores automóveis chineses em alerta, com várias vozes do sector a exigirem do governo de Pequim a aplicação de tarifas retaliatórias.
Segundo noticiou o jornal chinês Global Times, os fabricantes chineses estão a pressionar as autoridades para que subam as tarifas de importação sobre automóveis europeus equipados com motores a gasolina.
Construtores chineses pedem tarifas retaliatórias sobre motores a gasolina
No final do mês passado, a Câmara do Comércio da UE na China lembrou que o país asiático pode avançar com tarifas até 25% para automóveis com motores de 2,5 L de cilindrada ou mais.
A mesma linha voltou a ser reforçada mais recentemente: numa reunião de 18 de junho, realizada em Pequim e promovida pelo Ministério do Comércio da China, a indústria automóvel chinesa reiterou o apelo “ao governo que adotasse medidas firmes (e) sugeriu que se considerasse provisoriamente o aumento das taxas sobre os automóveis europeus com motores a gasolina de alta cilindrada”, de acordo com o que foi reportado.
Reunião em Pequim com SAIC, BYD e grupos europeus
Nesse encontro estiveram presentes os fabricantes chineses SAIC e BYD, bem como os europeus Grupo Volkswagen, BMW, Mercedes-Benz, Stellantis, Renault e Porsche.
Pressão para chegar a acordo
O propósito da reunião foi aumentar a pressão sobre a UE face às tarifas de importação anunciadas, que podem entrar em vigor logo no próximo dia 4 de julho. Ainda assim, a realidade é que nem Bruxelas nem Pequim demonstram interesse em escalar esta guerra comercial.
Do lado europeu, mantém-se a disponibilidade para encontrar uma solução que desbloqueie o impasse. Já a China procura baixar a tensão, de forma a evitar que os construtores chineses enfrentem um aumento de custos na ordem de milhares de milhões de euros.
Importa recordar que as taxas anunciadas na semana passada pela Comissão Europeia variam consoante o fabricante, em função do nível de cooperação com a investigação. Além disso, estas tarifas não atingem apenas os construtores chineses: também afetam marcas europeias e a Tesla, que produzem elétricos na China e os exportam para a Europa.
No mais recente Auto Rádio - um podcast da Razão Automóvel - foram debatidas as tarifas de importação europeias sobre os elétricos produzidos na China. Em complemento, foi preparada uma tabela com os construtores e modelos - chineses e europeus - que serão abrangidos por estas tarifas. Consulte-a no artigo abaixo:
Fonte: Reuters
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