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Comissão Europeia confirma tarifas de importação agravadas a automóveis elétricos produzidos na China

Carro elétrico desportivo vermelho em exposição numa sala moderna com janelas amplas.

Confirma-se: após várias semanas agitadas, a Comissão Europeia (CE) anunciou hoje que vai avançar com um aumento das tarifas de importação aplicadas aos automóveis elétricos fabricados na China.

Segundo a CE, a indústria automóvel está a ser “fortemente subsidiada na China e as importações de veículos eléctricos chineses representam uma ameaça de prejuízo previsível e iminente para a indústria da UE”.

Calendário da Comissão Europeia para as tarifas de importação

Na sequência de nove meses de investigação, as tarifas provisórias entram em vigor já amanhã, dia 5 de julho, e manter-se-ão por, pelo menos, mais quatro meses (a investigação só ficará concluída em novembro).

Durante este período, os Estados-membros serão chamados a votar as tarifas finais até ao próximo dia 2 de novembro.

Tarifas mais baixas

Entretanto, as tarifas de importação que tinham sido anunciadas anteriormente foram revistas em baixa, embora de forma muito ligeira. Se antes chegavam aos 38,1%, a taxa máxima passa agora a situar-se nos 37,6%.

Importa lembrar que esta percentagem será acrescentada à taxa de 10% já em vigor. Na prática, poderá haver modelos elétricos made in China sujeitos a uma taxa total até 47,6%.

Como variam as taxas por fabricante

Recorde-se que as tarifas definidas não são iguais para todos os construtores: aos fabricantes que não colaboraram com a investigação da UE será aplicada a taxa máxima, enquanto os que cooperaram terão taxas inferiores. Conheça os novos valores:

A BYD foi a única a manter a taxa inicial de 17,4%. Já a Tesla, após um “pedido justificado”, deverá vir a ter, na fase definitiva, uma tarifa calculada individualmente.

E agora?

De acordo com o que foi avançado pela CE, “as negociações com o governo chinês têm intensificado nas últimas semanas”, na sequência de uma conversa entre Valdis Dombrovskis, comissário europeu, e Wang Wentao, ministro do comércio chinês.

Ainda assim, não existe entendimento entre as partes e, se a China tinha demonstrado abertura para cancelar a aplicação destas novas taxas de importação ainda antes de 4 de julho, o cenário agora parece diferente.

Se a UE e a China não chegarem a acordo nos próximos meses, o país asiático ameaça avançar com medidas de retaliação. Entre elas, está a intenção de penalizar as exportações da UE no setor alimentar, em particular produtos lácteos e carne de porco.

Entretanto, os fabricantes automóveis chineses já começaram a pressionar o seu governo no sentido de aumentar as tarifas de importação sobre automóveis europeus com motores a gasolina.

Segundo a Bloomberg, Pequim pretende transformar a investigação europeia numa negociação e tem tentado dividir os Estados-membros, exercendo pressão de forma bilateral. Até ao momento, a Alemanha tem sido um dos países que já se opôs a estas tarifas.

Do mesmo modo, vários construtores europeus manifestaram-se contra estas tarifas, incluindo a Mercedes-Benz e o Grupo Volkswagen. Recorde-se que a Mercedes-Benz, a BMW e o Grupo Volkwswagen têm na China um dos seus maiores mercados.

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