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Nas últimas horas, novas imagens de satélite revelaram o que aparenta ser o arranque da construção do quarto porta-aviões da Marinha do Exército Popular de Libertação (PLAN), no estaleiro de Dalian, no nordeste da China. Embora as fotografias divulgadas através de Fontes de Informação Aberta (OSINT) não permitam identificar pormenores concretos da estrutura, vários analistas sublinham que a intensidade de actividade no local aponta para um progresso contínuo daquela que poderá ser a próxima grande unidade da frota chinesa.
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Imagens de satélite e sinais de construção no estaleiro de Dalian
Apesar de Pequim já ter reconhecido, por via de meios estatais, que um novo porta-aviões está em construção, não foram divulgadas informações adicionais sobre o ponto de situação, as especificações técnicas ou o calendário previsto para a entrada ao serviço. Essa falta de dados oficiais limita uma caracterização mais completa; ainda assim, com o passar dos meses, têm sido observados indícios de trabalhos associados às fases iniciais e à montagem das primeiras secções do futuro navio.
Uma das imagens mais recentes oferece uma vista do estaleiro de Dalian, no litoral nordeste da China, onde se destaca uma grande estrutura junto aos principais cais do complexo. Na fotografia, é possível entrever um casco de grandes dimensões numa etapa inicial de montagem, acompanhado por gruas e módulos industriais típicos de processos de construção naval em larga escala. Embora não seja possível confirmar o grau exacto de avanço nem estabelecer uma ligação directa e definitiva ao alegado porta-aviões, a escala da operação e a organização dos módulos sugerem que o estaleiro está a executar uma obra de grande envergadura.
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O que se sabe (e o que falta confirmar) sobre o porta-aviões Tipo 004
Segundo informações não oficiais, este novo porta-aviões da Marinha chinesa - identificado de forma preliminar como Tipo 004 - poderá incorporar propulsão nuclear, bem como um sistema de catapultas electromagnéticas. As estimativas apontam para um deslocamento próximo das 120.000 toneladas, o que o colocaria como o maior navio deste tipo alguma vez construído pelo Gigante Asiático. Partindo dessa base, algumas avaliações de especialistas indicam que a entrada em serviço poderia ocorrer num horizonte de dois a três anos, embora tal projecção deva ser encarada com cautela devido à ausência de confirmação oficial.
Porta-aviões actuais da PLAN e o reforço da projecção marítima chinesa
Se se confirmar, o Tipo 004 representará mais um degrau na evolução da capacidade de projecção marítima da China, que actualmente opera três porta-aviões: o Liaoning (CV-16), o Shandong (CV-17) e o Fujian (CV-18). Este último foi oficialmente integrado na Marinha chinesa em 6 de novembro, reforçando a narrativa de avanço tecnológico do país. Vários analistas têm referido que o Fujian poderá funcionar como plataforma de transição tecnológica para futuros porta-aviões com propulsão nuclear, preparando a integração de sistemas mais avançados e uma autonomia operacional superior nas próximas unidades.
Por fim, neste enquadramento, a construção e a progressão do porta-aviões Tipo 004 inserem-se numa estratégia muito mais ampla do Gigante Asiático, orientada para fortalecer a indústria naval nacional com navios cada vez mais complexos. O objectivo passa por operar aeronaves embarcadas mais pesadas, com maior alcance e autonomia, e por sustentar operações prolongadas em águas abertas do oceano Pacífico. Importa igualmente considerar o contexto regional: as actividades militares no Indo-Pacífico intensificaram-se de forma marcada nos últimos anos, com maior presença de forças navais estrangeiras e o aumento de exercícios combinados.
Imagem de capa utilizada apenas a título ilustrativo
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