Investimento em automóveis clássicos
A lista que se segue reúne valores absolutos: as quantias mais elevadas alguma vez pagas pela compra de um automóvel. Naturalmente, este “top” dos mais caros é composto apenas por modelos históricos - e todos mudaram de mãos em leilões.
Entre clássicos consagrados e futuros clássicos de séries limitadas com relevância histórica, continua a haver quem veja um refúgio seguro para investimento. De resto, o mercado de automóveis clássicos dá sinais claros de expansão contínua. Nos últimos anos, o interesse acelerou e empurrou os preços para cima, incluindo os de máquinas que, até há pouco, eram relativamente acessíveis e que muitos ainda podiam sonhar em ter.
Os 10 automóveis mais caros em leilão (valores em dólares e euros)
Nada disso, porém, se aplica à seleção abaixo. Aqui falamos de verdadeira “realeza” automóvel, do melhor dos melhores. Eis os modelos, por ordem crescente, com o preço original em dólares e a conversão para euros à taxa atual:
10. 1954 Ferrari 375-Plus Spider Competizione, 1954
18 400 177 dólares (17 357 328 euros)
O Ferrari 375-Plus Spider Competizione teve utilização exclusiva pela equipa oficial da Ferrari e terminou a Mille Miglia de 1954 no segundo lugar, com Umberto Maglioli ao volante. O V12 de 5.0 l encontrava-se montado à frente.
9. Ferrari 250 GT SWB California Spider, 1961
18 500 000 dólares (17 451 211 euros)
Este Ferrari 250 é uma descoberta notável: um dos 100 automóveis de uma coleção de Roger Baillon que acabaram esquecidos num “barracão” qualquer.
8. Alfa Romeo 8C 2900B Lungo Spider by Touring, 1939
19 800 000 dólares (18 677 512 euros)
Com uma carroçaria soberbamente desenhada pela Touring, o Alfa Romeo 8C 2900 B Lungo Spider é, na sua essência, um gran turismo. E o motor é uma joia: oito cilindros em linha com duplo compressor. Foram construídas apenas 12 unidades.
7. Jaguar D-Type, 1955
21 780 000 dólares (20 544 191 euros)
Depois de vencer as 24 horas de Le Mans em 1956, este exemplar destaca-se ainda por ter sido o primeiro Jaguar D-Type a ser construído. A decoração - azul com listas e círculos brancos - corresponde às cores da equipa Ecurie Ecosse, que competiu com ele.
6. Ferrari 275 GTB/C Speciale, 1964
26 400 000 dólares (24 902 050 euros)
“Raríssimo” é a melhor forma de descrever o 275 GTB/C Speciale, já que só foram produzidas três unidades. A sua missão era homologar o 275 GTB para competir em pista, onde teria de enfrentar rivais como o Ford GT40 ou o Shelby Cobra Daytona nas 24 horas de Le Mans em 1965. Foi também o primeiro Ferrari a sair equipado com suspensão traseira independente.
5. Ferrari 275 GTB/4S Nart Spider, 1964
27 500 000 dólares (25 941 404 euros)
Sendo um de apenas 10, o 275 GTB/4 NART Spider foi comercializado exclusivamente nos EUA pelo importador Luigi Chinetti, que identificou apetite no mercado americano por desportivos descapotáveis. Por isso, pediu diretamente a Enzo Ferrari uma série de 275 GTB Spider com o emblema da NART (North American Racing Team) na traseira.
4. Ferrari 290 MM, 1956
28 050 000 dólares (26 460 232 euros)
Há um facto que praticamente explica o valor: este 290 MM foi construído para Juan Manuel Fangio disputar a Mille Miglia de 1956. Existem apenas quatro.
3. Mercedes-Benz W196, 1954
29 600 000 dólares (27 922 384 euros)
Mais uma vez, o nome de Juan Manuel Fangio surge ligado à história de um dos automóveis desta lista. O W196 teve Fangio como piloto e, como se percebe pela imagem, nunca foi restaurado. Mantém ainda as cicatrizes da última corrida em que participou.
2. Ferrari 335 Spider Scaglietti, 1957
35 700 000 dólares (33 677 111 euros)
Um historial extenso em competição coloca o 335 Sport Scaglietti muito perto do topo: alinhou nos grandes palcos, incluindo Sebring, Mille Miglia e Le Mans.
1. Ferrari 250 GTO, 1962
38 115 000 dólares (35 955 268 euros)
A lista dos mais caros é dominada pela Ferrari e, sem surpresa, termina com um dos seus modelos mais lendários: o 250 GTO Berlinetta. Desenvolvido de propósito para Le Mans e para o campeonato FIA GT da época, o 250 Gran Turismo Omologato venceu Le Mans em 1962 e 1963. No total, existem apenas 39 exemplares. Este, em particular - associado a este preço exorbitante - foi dos que teve a carreira mais longa e, ao mesmo tempo, dos que foram preservados com maior cuidado ao longo do tempo.
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