Saltar para o conteúdo

Eastern Airlines fará a 17ª operação de deportação de brasileiros dos Estados Unidos em 2026

Pessoas em fila junto a avião num aeroporto, com trabalhadores de colete refletor a organizar o embarque.

Voo de deportação EAL-8272/EAL-8273 previsto para 06 de maio

Está previsto para amanhã, quarta-feira, 06 de maio, o descolamento de mais uma operação de deportação de brasileiros a partir dos Estados Unidos. Esta será a 17ª de 2026, tal como o AEROIN tem vindo a noticiar desde o início do ano.

De acordo com informação consultada pelo AEROIN no sistema de voos programados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a missão voltará a ser executada pela companhia norte-americana Eastern Airlines, com recurso a um Boeing 767-300 com capacidade para 300 pessoas.

O avião sairá dos EUA, fará uma escala em Bogotá, na Colômbia, e depois o voo EAL-8272 seguirá da capital colombiana para o Brasil. A chegada encontra-se marcada para as 19h45 no Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins (MG).

Cerca de duas horas após o desembarque dos deportados, o aparelho deverá voltar a descolar, mantendo o número de voo EAL-8273, com destino a Bogotá. Toda a operação aqui descrita é uma previsão e pode sofrer alterações ou ser cancelada.

Dados do voo da semana passada

Segundo o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), no voo da semana passada foram deportadas 65 pessoas, sendo 58 homens (89%) e 7 mulheres (11%). Entre os atendidos, foi identificada uma unidade familiar composta por uma mãe e uma criança na faixa etária dos 5 aos 9 anos. Foram ainda assinaladas três pessoas com pendências perante a Justiça, que, após o desembarque, foram encaminhadas para a Polícia Federal.

Acolhimento no Brasil: programa “Aqui é Brasil” e apoio em Confins

A deportação é realizada pelo governo dos Estados Unidos e, já em território brasileiro, os deportados contam com uma acção de acolhimento coordenada pelo MDHC, em articulação com outros organismos federais, no âmbito do programa “Aqui é Brasil”.

No aeroporto mineiro, as pessoas são recebidas e, para quem o pretenda, existe encaminhamento para uma estrutura especial preparada pelo Governo num hotel, destinada a dar resposta a necessidades imediatas, como acesso a cuidados médicos e psicológicos, alimentação, kits de higiene, apoio psicossocial e transporte para as cidades de origem.

Entretanto, foi recentemente inaugurado no Aeroporto de Confins o Centro de Referência em Direitos Humanos para Pessoas Repatriadas e Migrantes (CREDH-RM). O centro situa-se no 1º piso do Terminal de Passageiros 1 (nível acima do Check-in 1) do Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins (MG). O espaço disponibiliza atendimento interdisciplinar especializado, com enfoque na escuta qualificada, na orientação relativa à documentação e no encaminhamento para políticas públicas nas áreas da assistência social, saúde, educação, trabalho e rendimento.

Objectivo dos voos e total de deportações

De acordo com o Departamento de Segurança Interna dos EUA, os voos de deportação destinam-se a repatriar cidadãos de outros países que não cumpriram as leis norte-americanas de imigração. Os deportados são, sobretudo, pessoas que entraram nos Estados Unidos de forma ilegal, que não obtiveram autorização para permanecer naquele país, que foram condenadas por crimes e/ou que foram consideradas uma ameaça à segurança nacional.

Com base num levantamento de Ricardo Morgan, que fotografa e filma o movimento aéreo do Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em 2025 foram deportados 3.371 brasileiros pelos Estados Unidos, ao longo de 38 voos com destino a Confins, Fortaleza ou Manaus. Em 2026, já foram mais de 1.000 pessoas.

Comentários

Ainda não há comentários. Seja o primeiro!

Deixar um comentário