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A Força Marítima de Autodefesa do Japão (JMSDF) voltou a colocar sob vigilância o grupo de tarefa liderado pelo porta-aviões Liaoning (CV-16) da Marinha do Exército de Libertação Popular da China (PLAN). A formação foi detectada no Pacífico Ocidental, acompanhada por uma escolta que, aparentemente, incluía um destróier Tipo 055 da classe Renhai, um destróier Tipo 052D da classe Luyang III, uma fragata da classe Jiangkai III e um navio rápido de apoio Tipo 091 da classe Fuyu. Segundo o Estado-Maior Conjunto japonês, o acompanhamento foi efectuado pelo destróier JS Asahi (DD-119), navio pertencente ao 5.º Esquadrão de Escolta, sediado em Sasebo.
Acompanhamento da JMSDF ao Liaoning no Pacífico Ocidental
No relatório japonês, datado de 25 de maio, é referido que as cinco unidades chinesas foram avistadas a navegar em águas do Pacífico. Já a 26 de maio, foram confirmadas operações de descolagem e aterragem de aeronaves do Grupo Aéreo Embarcado a partir do Liaoning (CV-16). Este pormenor indica que o grupo de porta-aviões não está apenas em trânsito, mas também está a conduzir actividade aeronaval, em linha com o destacamento que a própria PLAN tinha anunciado dias antes, destinado a realizar voos tácticos em alto-mar, exercícios com fogo real, apoio e cobertura, além de missões de busca e salvamento.
A composição do Grupo Escolta do porta-aviões
A configuração comunicada pelo Japão ajuda a perceber o perfil do destacamento. A inclusão de um destróier Tipo 055 da classe Renhai - entre os maiores e mais capazes combatentes de superfície da PLAN - acrescenta defesa aérea de área, comando e controlo, guerra antissuperfície e capacidade de ataque de longo alcance. Em paralelo, o destróier Tipo 052D da classe Luyang III, equipado com radar de varrimento electrónico activo e sistema de lançamento vertical, assume tarefas de escolta antiaérea e de protecção do grupo aeronaval. Por sua vez, a fragata identificada como classe Jiangkai III reforça o dispositivo com capacidades antissubmarino, vigilância de superfície e defesa de ponto.
Além disso, o navio de apoio Tipo 091 é igualmente significativo, pois a sua presença aponta para a sustentação de operações mais prolongadas longe de bases no continente. Este tipo de unidade permite reabastecer combustível, víveres e material aos navios do grupo, um requisito essencial para que o Liaoning consiga operar de forma sustentada no Pacífico Ocidental.
Um destacamento iniciado semanas antes
O mais recente relatório do Japão confirma a continuidade do destacamento que já vinha a ser observado dias antes. Em meados de maio, fontes de informação aberta tinham localizado o Liaoning (CV-16) no Mar do Sul da China, a cerca de 700 quilómetros a leste da base naval de Sanya, na ilha de Hainan, acompanhado por rastos compatíveis com a presença de possíveis navios de escolta.
Mais tarde, a própria Marinha chinesa confirmou que o grupo de tarefa seguia para o Pacífico Ocidental, com o objectivo de realizar treino de voo táctico em alto-mar, exercícios com fogo real, apoio e cobertura, além de acções de busca e salvamento.
Vigilância japonesa e o contexto regional em 2025
Do ponto de vista japonês, o seguimento do Liaoning (CV-16) enquadra-se num padrão de vigilância cada vez mais frequente sobre os movimentos navais chineses no Pacífico. Ao longo de 2025, Tóquio já tinha reportado operações de porta-aviões chineses em áreas sensíveis, incluindo destacamentos simultâneos do Liaoning (CV-16) e do Shandong (CV-17), enquanto Pequim avança na consolidação de uma força de três porta-aviões com a entrada ao serviço do Fujian (CV-18).
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Imagem de capa usada a título ilustrativo
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