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EDGE Group destaca o míssil antinavio MANSUP-ER na SAHA 2026

Dois militares em uniforme observam e discutem um torpedo exposto em museu com ecrã de navios ao fundo.
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MANSUP-ER em destaque na SAHA 2026

Com uma aposta ambiciosa para robustecer o seu portefólio de sistemas de mísseis, o EDGE Group leva à SAHA 2026 o míssil antinavio MANSUP-ER como um dos pilares da sua estratégia naval internacional. Integrado no pavilhão nacional dos Emirados Árabes Unidos, o sistema - desenvolvido em cooperação com a empresa brasileira SIATT - insere-se numa carteira de soluções orientadas para capacidades de ataque de precisão, defesa costeira e operações multidomínio dirigidas a mercados externos.

Expansão do programa e transição industrial da família MANSUP

A exibição do MANSUP-ER na SAHA 2026 acontece num quadro de alargamento internacional do programa e de mudança industrial para a família MANSUP. Conforme foi noticiado durante a cobertura da FIDAE 2026, a EDGE e a SIATT estão actualmente a avançar com a construção de uma nova unidade de produção de propelentes e explosivos em Caçapava, no Brasil, uma infra-estrutura destinada a suportar a futura produção em série tanto do míssil antinavio como do míssil antitanque MAX 1.2. De acordo com Miles Chambers, Vice-Presidente Sénior da EDGE, a empresa tenciona arrancar com a produção em grande escala a partir do próximo ano, respondendo à procura internacional em crescimento.

Evolução multiplataforma do MANSUP

Concebido numa fase inicial para dotar a Marinha do Brasil, o MANSUP está a avançar gradualmente para uma arquitectura multiplataforma. Para lá do emprego naval, o míssil já foi ensaiado a partir de plataformas terrestres ligadas ao sistema ASTROS, o que abre margem para futuras configurações de defesa costeira montadas em veículos tácticos 6×6 e 8×8. Em paralelo, o programa mantém o ritmo de desenvolvimento tendo em vista a integração futura nas fragatas da classe Tamandaré, actualmente em construção para a Marinha brasileira.

O salto de alcance do MANSUP-ER

No caso do MANSUP-ER, a versão de alcance alargado corresponde ao próximo degrau evolutivo do programa. O desenvolvimento visa ultrapassar os 200 quilómetros de alcance e, em simultâneo, introduzir melhorias no radar buscador e capacidades avançadas de aquisição e seguimento de alvos. Segundo a EDGE, a prioridade imediata continua centrada em missões navio-navio e costa-mar, embora o roteiro tecnológico também preveja variantes terrestres no futuro e até configurações de lançamento aéreo.

Integração do turbojacto KTJ-3200

No âmbito desta evolução, um dos marcos recentes mais relevantes foi o acordo assinado entre a SIATT e a empresa turca Kale Jet Engines durante a LAAD Defense & Security 2025, com o objectivo de integrar o motor turbojacto KTJ-3200 na nova variante do míssil. A adopção deste sistema de propulsão deverá aumentar de forma significativa o alcance operacional do MANSUP-ER, enquadrando-o num segmento de mísseis antinavio de médio e longo alcance cada vez mais competitivo no plano internacional.

Outras propostas da EDGE apresentadas na SAHA 2026

Entre as soluções que a EDGE também apresenta na SAHA 2026 sobressaem os sistemas Desert Sting DS-25 e DS-16, que integram uma família de munições guiadas de precisão e planadoras lançadas a partir de plataformas aéreas. Pensadas para efectuar ataques de elevada precisão através de navegação inercial apoiada por sistemas GNSS, estas armas podem ainda receber um buscador laser semi-activo para reforçar a exactidão contra alvos designados. Em conjunto, a empresa exibe igualmente a configuração DS-16 Dual Rack, destinada a aumentar a capacidade de transporte e lançamento deste tipo de armamento, bem como o UAV Shadow, um sistema aéreo não tripulado vocacionado para missões de vigilância, reconhecimento e apoio a operações multidomínio.


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