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Pearl Harbor como ponto de partida no Indo-Pacífico
No âmbito da sua estratégia para o Indo-Pacífico, a Marinha dos EUA revelou que uma parte da sua nova frota de navios de desembarque da classe McClung vai operar a partir de Pearl Harbor, o que deverá facilitar o envio de forças para vários pontos da região. A partir desta localização, é esperado, em particular, que o Corpo de Fuzileiros Navais utilize estas embarcações como peça dos planos de contenção dirigidos à China, em coordenação com os navios de apoio logístico que o Exército norte-americano já mantém destacados no mesmo território.
De acordo com informações divulgadas por meios especializados dos Estados Unidos, a Marinha dos EUA prevê destacar até nove navios de desembarque da classe McClung para o arquipélago do Havai, ficando a Base Conjunta Pearl Harbor–Hickam responsável por os acolher. Nesse contexto, a instituição propôs várias alterações às estruturas de acostagem existentes nas imediações do memorial dedicado ao USS Utah, navio afundado por um ataque japonês com torpedos em 1941, bem como a construção de uma rampa de betão para operações de embarque/desembarque na zona de West Loch.
Apoio ao 3.º Regimento Litoral de Marines e o NMESIS
Caso estes planos avancem, os novos navios de desembarque deverão reforçar o apoio às operações do 3.º Regimento Litoral de Marines (MLR), unidade que, segundo analistas, espelha as mudanças adoptadas pela instituição com vista a um potencial confronto com o Gigante Asiático. Importa recordar que esta unidade se destaca por ter sido pioneira na integração dos novos Sistemas Expedicionários de Interdição de Navios da Marinha e do Corpo de Fuzileiros Navais (NMESIS), os quais já tiveram oportunidade de testar em exercícios recentes realizados nas Filipinas.
Navios LST-100 de origem neerlandesa e objectivo de entrega rápida
Aprofundando as características da classe McClung que a Marinha dos EUA pretende colocar em Pearl Harbor, trata-se de navios LST-100 de concepção neerlandesa, escolhidos com o objectivo de assegurar uma entrega rápida. A intenção passa por evitar repetir erros anteriores associados à introdução de múltiplas alterações sobre uma plataforma já comprovada. Olhando para os próximos anos, a força espera formar uma frota total entre 18 e 35 navios, sendo que as primeiras unidades deverão começar a operar antes do início da próxima década.
Dados técnicos: deslocamento, dimensões, alcance e autonomia
Em termos técnicos, importa reter que cada navio de desembarque terá um deslocamento na ordem das 4.000 toneladas, distribuídas por um comprimento de 328 pés (cerca de 100 m) e com um calado de aproximadamente 11 pés (cerca de 3,35 m). Com uma guarnição de 18 militares, o desenho permite transportar destacamentos até 250 homens, com alcances de 4.000 milhas náuticas e velocidades máximas até 15 nós; já a capacidade de permanência no mar deverá atingir 15 dias.
Construção inicial adjudicada à Fincantieri Marine Group
Neste enquadramento, é igualmente relevante sublinhar que a Marinha dos EUA já adjudicou à Fincantieri Marine Group a construção inicial de quatro navios, consolidando a sua posição no esquema industrial do programa. Tal como foi oportunamente noticiado, a filial norte-americana da empresa italiana assegurou um contrato de cerca de 30 milhões de dólares para avançar com a preparação da infra-estrutura industrial que permitirá iniciar a construção das primeiras unidades a partir do quarto trimestre deste ano.
Imagens utilizadas a título ilustrativo
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