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O Sichuan (LHD-51) da PLAN inicia a terceira série de provas de navegação do Tipo 076

Porta-aviões militar L1057 em alto mar com drone a descolar e tripulação a bordo, ilhas ao fundo.

O mais moderno e avançado Navio de Assalto Anfíbio da Marinha do Exército Popular de Libertação da China (PLAN), o Sichuan (LHD-51), navio-líder da nova classe Tipo 076, iniciou recentemente a sua terceira série de provas de navegação. A novidade tinha sido assinalada previamente por observadores nas redes sociais, que reportaram a saída do navio há alguns dias, tendo a PLAN confirmado hoje, 21 de abril, na rede social “X”.

Terceira série de provas de mar do Sichuan (LHD-51)

Esta nova campanha de testes enquadra-se no processo gradual de avaliação que o navio vem a cumprir desde o final de 2025, quando realizou as primeiras saídas para ensaios no mar, após a sua botadura em dezembro de 2024, no estaleiro Hudong-Zhonghua, em Xangai. Estas fases permitem validar o desempenho de sistemas essenciais - como propulsão, navegação, sensores e a integração global das suas capacidades operacionais.

A própria Marinha chinesa confirmou esta nova navegação de ensaio, acrescentando detalhes sobre o propósito da missão ao indicar que o Sichuan... partiu de Xangai em direcção a áreas relevantes do Mar da China Meridional para realizar testes científicos e missões de treino, com o objectivo de avaliar o funcionamento de múltiplos sistemas e plataformas do navio...”.

Capacidades do Tipo 076 e foco em sistemas não tripulados

Com 40 mil toneladas de deslocamento, o Sichuan lidera a nova geração de navios de assalto anfíbio da China. Em termos de desenho e capacidades, supera os actuais Tipo 075 ao incorporar funções orientadas não apenas para operações anfíbias tradicionais, mas também para o emprego de plataformas não tripuladas. Para isso, conta com uma catapulta electromagnética - semelhante à instalada no porta-aviões Fujian -, o que lhe valeu a denominação informal de “portadores”.

Embora muitos aspectos do desenvolvimento e da construção permaneçam desconhecidos, esta capacidade de lançamento de aeronaves não tripuladas sugere que a PLAN poderá pretender dotar o Tipo 076 com um Grupo Aéreo Embarcado de natureza mista. Ou seja, combinando aeronaves de asas rotativas e veículos aéreos não tripulados de diferentes classes e finalidades.

Em fases anteriores da construção, foi noticiado que o navio estava a ser preparado para operar veículos aéreos não tripulados (UAV) a partir do seu convoo, o que ampliaria de forma significativa as suas possibilidades em reconhecimento, ataque e apoio a operações anfíbias. Os testes, referidos no início do corrente ano, integrariam o processo de incorporação destas tecnologias no conceito operacional do navio.

Dimensões estimadas e comparações com Tipo 075 e classe America

De acordo com estimativas, o Sichuan poderá ter 263 metros de comprimento e 43 metros de boca - valores superiores aos 232 metros de comprimento e 36 metros de boca dos referidos Tipo 075; e ainda maiores do que os apresentados pela nova classe America da Marinha dos Estados Unidos.

Sequência de ensaios e horizonte de entrada ao serviço

A terceira navegação agora registada soma-se às primeiras provas de mar realizadas em novembro de 2025, seguidas de uma segunda em dezembro do mesmo ano, com partida a partir do estaleiro Jiangnan, onde se prosseguiu a avaliação de sistemas básicos em porto. Mais tarde, no início de 2026, surgiram indícios de que também estariam em preparação ensaios especificamente relacionados com o emprego de drones embarcados.

Apesar de não existirem confirmações oficiais sobre a data de entrada ao serviço, estima-se que o processo de testes possa prolongar-se por todo o ano de 2026, com vista a uma possível integração na frota da Marinha da China nos anos seguintes, após concluídas as avaliações e os ajustes necessários.

Importa ainda sublinhar que o desenvolvimento do moderno Tipo 076 se insere num esforço mais vasto de modernização naval da China, destinado a dotar a sua frota de superfície de plataformas mais versáteis, aptas a operar em cenários complexos e com forte componente tecnológico, em particular no domínio dos sistemas não tripulados.

*Imagem de capa: créditos a quem de direito


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