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Rotas de ultra longa distância: os voos comerciais mais longos do mundo

Jovem sentado numa avião a olhar pela janela, com mapa de viagem no ecrã de um tablet à sua frente.

No panorama da aviação comercial, as rotas de ultra longa distância surgem para responder a passageiros que querem ligações directas entre destinos muito afastados, evitando escalas e, com isso, encurtando o tempo total de viagem.

Para que estes voos sejam possíveis, são necessárias aeronaves de ponta, capazes de percorrer mais de 15 mil quilómetros sem paragens, mantendo níveis elevados de conforto e eficiência em trajectos que podem ir até 19 horas.

O que define as rotas de ultra longa distância na aviação comercial

Estas ligações exigem planeamento rigoroso e aviões desenhados para grande autonomia, uma vez que combinam distâncias extremas com longos períodos a bordo - um desafio operacional que só modelos mais recentes e eficientes conseguem cumprir de forma consistente.

As rotas de ultra longa distância mais longas actualmente

  • Singapura - Nova Iorque (JFK): actualmente, o voo comercial mais longo do mundo, operado pela Singapore Airlines com um Airbus A350-900ULR, percorre 15.268 quilómetros em até 19 horas. A rota liga Singapura a Nova Iorque de forma directa, recorrendo a uma das aeronaves mais avançadas e eficientes da frota.

  • Singapura - Newark: igualmente assegurada pela Singapore Airlines, esta ligação utiliza o Airbus A350-900ULR para completar 15.263 quilómetros em voos de até 19 horas, unindo o sudeste asiático à costa leste dos Estados Unidos com conforto e elevada tecnologia.

  • Doha - Auckland: a Qatar Airways opera esta rota com um Boeing 777, cobrindo cerca de 14.501 quilómetros em até 17 horas. Contudo, devido a tensões na região do Irão, o voo directo encontra-se temporariamente suspenso e está a operar com escala, estando o regresso previsto para o início de 2027.

  • Londres (Heathrow) - Perth: a Qantas efectua voos directos entre Londres Heathrow e Perth, num total de 14.465 quilómetros em até 18 horas com o Boeing 787 Dreamliner, ligando a capital britânica a uma das cidades mais remotas da Austrália.

  • Dallas-Fort Worth - Melbourne: também operada pela Qantas, esta ligação soma 14.441 quilómetros com o Boeing 787 Dreamliner, durando aproximadamente 18 horas, ao unir o centro dos Estados Unidos à costa leste australiana.

  • Paris - Perth: a Qantas disponibiliza voos entre Paris e Perth, na Austrália, com uma distância de cerca de 14.238 quilómetros e duração de até 17 horas, utilizando o Boeing 787 Dreamliner para ligar a Europa ao oeste australiano.

  • Auckland - Nova Iorque (JFK): operada pela Air New Zealand e pela Qantas, esta rota de 14.183 quilómetros é realizada com o Boeing 787 Dreamliner em voos que podem prolongar-se por até 18 horas, conectando a Nova Zelândia à costa leste dos Estados Unidos.

  • Auckland - Dubai: a Emirates assegura o percurso entre Auckland e Dubai num total de 14.178 quilómetros com o seu Airbus A380, em voos de até 17 horas, estabelecendo uma ligação entre a Oceânia e o Médio Oriente.

  • Shenzhen - Cidade do México: a China Southern Airlines cumpre a rota entre Shenzhen e a Cidade do México, com aproximadamente 14.126 quilómetros, num voo de cerca de 16 horas com o Airbus A350-900. No sentido de regresso, existe uma escala em Tijuana devido a restrições operacionais no aeroporto de elevada altitude da capital mexicana.

  • Los Angeles - Singapura: operado pela Singapore Airlines com um Airbus A350-900ULR, este voo cobre 14.094 quilómetros em até 17 horas, ligando a costa oeste dos EUA ao sudeste asiático.

Project Sunrise da Qantas e o futuro dos voos directos

Ainda assim, com o lançamento do Project Sunrise, a Qantas pretende ir além destas distâncias, ao planear voos directos entre Sydney e Londres, bem como entre Sydney e Nova Iorque, ambos com percursos superiores às actuais rotas recordistas, evidenciando a viabilidade comercial dos voos ultra longos.

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