Apesar da possibilidade de uma subida do preço das passagens aéreas em 2026, associada à guerra no Médio Oriente, os brasileiros não tencionam abdicar de viajar. É isso que indica uma pesquisa do Melhores Destinos, um site especializado na divulgação de promoções de turismo.
Segundo o estudo, 39% dos inquiridos dizem que vão continuar a viajar como habitualmente, mesmo com tarifas aéreas mais caras. Para conseguirem manter os planos, estes participantes admitem cortar noutros itens do orçamento.
A previsão de aumento dos custos das viagens é atribuída, em grande medida, aos efeitos da guerra no Médio Oriente no sector da aviação. Ainda assim, a pesquisa mostra que a vontade de viajar continua elevada entre os brasileiros.
Os resultados reforçam também que o orçamento permanece entre os factores mais determinantes na organização de férias e de viagens de lazer.
Gastos ficam concentrados entre R$ 1 mil e R$ 5 mil
Os dados do inquérito mostram que 30% dos entrevistados gastam entre R$ 1 mil e R$ 3 mil em transporte e alojamento. Quando se considera uma faixa até R$ 5 mil, a percentagem sobe para 54%.
O levantamento sugere ainda que está a ganhar força a procura de alternativas mais económicas. Para 21% dos participantes, a selecção do destino é condicionada directamente pelo custo de vida no local.
Este grupo refere, além disso, que aceita mudar os planos iniciais para adequar a viagem ao orçamento disponível. A flexibilidade na escolha do destino surge, assim, como uma forma de manter a despesa sob controlo.
A soma entre custos de transporte, alojamento e gastos no destino tem levado parte dos turistas a dar prioridade a locais percebidos como mais acessíveis.
Nordeste concentra maioria dos destinos citados
Quando questionados sobre os estados mais baratos para viajar no Brasil, os entrevistados destacaram a Bahia em primeiro lugar. São Paulo aparece em segundo, seguido por Minas Gerais.
Entre os dez estados mais lembrados, seis ficam no Nordeste. Para além da Bahia, foram referidos Alagoas, Paraíba, Ceará, Pernambuco e Rio Grande do Norte.
O Sudeste também aparece com peso no levantamento. Para além de São Paulo e Minas Gerais, o Rio de Janeiro surge na sexta posição entre os estados mais mencionados pelos viajantes. Na Região Sul, Santa Catarina é o único estado incluído no ranking construído a partir das respostas dos participantes.
“A percepção do brasileiro sobre a Bahia como um destino barato faz sentido. Cidades como Salvador e Porto Seguro costumam ter preços competitivos, especialmente em passagens aéreas e hospedagem. No caso de São Paulo, o interior reúne diversas opções acessíveis, principalmente para quem já mora no estado e viaja de carro. Já em Minas Gerais, tanto Belo Horizonte quanto as cidades históricas oferecem boas alternativas de hospedagem e alimentação a preços mais baixos””, afirma Leonardo Marques, director e fundador do Melhores Destinos.
Destinos internacionais mais econômicos
No que toca a viagens para o estrangeiro, a Argentina lidera a lista de destinos tidos como mais baratos pelos brasileiros. Logo a seguir surgem Chile e Portugal, completando o trio de países mais citado pelos entrevistados como opções de menor custo.
De acordo com o levantamento, esta percepção está ligada à possibilidade de equilibrar despesas com transporte, alojamento e alimentação durante a estadia.
“O câmbio na Argentina não está tão favorável como há dois ou três anos, mas o destino continua atrativo. A boa oferta de voos e a concorrência na rota para Buenos Aires ajudam a manter as passagens competitivas, o que compensa outros gastos da viagem”, analisa Marques.
A pesquisa indica ainda que os destinos mais recordados se concentram sobretudo em locais tradicionalmente procurados pelos brasileiros, tanto no mercado interno como no internacional.
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