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UE pode abrir exceções às tarifas sobre veículos elétricos da China: Grupo Volkswagen em análise

Carro elétrico azul turquesa, moderno, estacionado em showroom com carregador ao fundo.

Pouco mais de um ano após a União Europeia (UE) ter aprovado formalmente tarifas de cerca de 35,3% sobre todos os veículos elétricos importados da China - valores que se somam aos 10% que já estavam em vigor -, o bloco está agora a ponderar a criação de exceções.

De acordo com o documento C/2025/6545, o Grupo Volkswagen poderá ver suspensas as tarifas aplicadas às importações de elétricos produzidos na China. Desde outubro do ano passado, a empresa passou a suportar 20,7% adicionais, além dos 10% já existentes, tal como previsto no Regulamento (EU) 2024/2754.

Como são definidas as tarifas da UE para elétricos vindos da China

Importa recordar que as tarifas impostas pela UE não são uniformes entre fabricantes e não fazem distinção entre marcas chinesas, japonesas ou europeias. O fator determinante tem sido a dimensão das ajudas diretas concedidas pelo governo chinês a cada construtor.

Já no caso das entidades que não colaboraram com a investigação conduzida pela UE, foi aplicada a taxa máxima.

Uma exceção às tarifas

Neste momento, o Grupo Volkswagen só traz da China para a Europa um veículo elétrico: o CUPRA Tavascan, produzido na fábrica de Anhui. Ainda assim, trata-se de um modelo que tem representado perdas relevantes para o construtor.

CUPRA Tavascan e a produção em Anhui no centro da revisão

Na apresentação dos resultados do ano fiscal de 2024, Wayne Griffiths, então diretor-executivo da SEAT S.A. (SEAT e CUPRA) - deixou o cargo em março, sendo substituído por Markus Haupt -, afirmou que a situação do Tavascan era insustentável e que teria de ser reavaliada.

Perante este contexto, a Comissão Europeia (CE) confirmou que recebeu uma proposta de compromisso apresentada pela unidade do Grupo em Anhui, a qual será examinada para perceber se é viável.

“A Comissão recebeu uma proposta de compromisso por parte da Volkswagen (Anhui). Após determinar que existem provas suficientes para justificar o início de uma revisão intercalar parcial, a Comissão inicia assim uma revisão”, lê-se no documento.

Segundo uma fonte citada pela Reuters, a proposta deverá incluir uma quota anual e um preço mínimo de importação, sem que tenham sido revelados mais pormenores. “A Volkswagen Anhui e a SEAT S.A. trabalharam intensamente para garantir que a proposta apresentada esteja em conformidade com todos os requisitos”, afirmou um porta-voz da marca.

Quando haverá resposta?

Caso a proposta seja aprovada, a CE poderá atribuir a isenção das tarifas dentro de alguns meses. Ainda assim, o documento precisa o calendário do processo: “em condições normais, a investigação deverá ser concluída dentro de 12 meses, ou no máximo 15 meses, a partir do momento em que foi publicada no Jornal Oficial da União Europeia”.

Negociações entre a CE e Pequim sobre a reversão das tarifas

Desde outubro do ano passado, a CE e Pequim têm mantido conversações com o objetivo de reverter as tarifas. Em abril, terá sido alcançado um entendimento preliminar para estudar a possibilidade de estabelecer preços mínimos para os veículos elétricos fabricados na China, em alternativa às tarifas, mas até ao momento não se registaram novos desenvolvimentos.

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