Operação de vigilância no Canal da Mancha pela Royal Navy
Navios-patrulha da Real Armada britânica realizaram recentemente uma nova operação de acompanhamento a vários navios sancionados associados à Rússia que faziam a travessia entre o Atlântico e o Mar do Norte. De acordo com a informação divulgada pelo Ministério da Defesa do Reino Unido, unidades da Royal Navy mantiveram estes navios sob observação apertada enquanto passavam por águas próximas do território britânico, no Canal da Mancha.
Navios sancionados ligados ao transporte de petróleo russo
As embarcações seguidas estão sob sanções do Reino Unido devido à sua ligação ao transporte de petróleo russo. No decurso da missão, o dispositivo da Real Armada britânica incluiu o navio-patrulha HMS Tyne (P-287) e um helicóptero Wildcat do 815.º Esquadrão Aéreo Naval, empregues para monitorizar a passagem destes navios russos, manter a vigilância sobre os seus movimentos e assegurar a segurança marítima numa das rotas comerciais mais movimentadas do mundo.
Unidades identificadas durante o acompanhamento
Segundo o comunicado, os navios russos inicialmente identificados foram o navio de desembarque Aleksandr Otrakovsky, da classe Ropucha, e o navio mercante Sparta IV. Mais tarde, outras unidades também foram acompanhadas, tendo sido identificadas como o Aleksandr Shabalin, igualmente da classe Ropucha, e o cargueiro MV Sabetta.
Importância estratégica do Canal da Mancha e vigilância contínua
Actualmente, o Canal da Mancha integra um dos pontos mais estratégicos para o comércio marítimo europeu, por onde passam diariamente centenas de navios mercantes e militares. Pela relevância desta via, as autoridades britânicas mantêm uma vigilância constante sobre as embarcações que circulam na área, com especial atenção às que se relacionam com a Rússia desde o início da guerra na Ucrânia e a subsequente imposição de sanções internacionais.
É igualmente importante sublinhar que as acções de monitorização e vigilância da Real Armada britânica a navios russos nesta zona não constituem um episódio isolado. No final de Janeiro de 2026, navios-patrulha britânicos já tinham interceptado e acompanhado a passagem da corveta russa Boiky, pertencente à Marinha da Rússia, enquanto esta navegava no Canal da Mancha. Nessa ocasião, a operação enquadrou-se no esquema habitual de vigilância que o Reino Unido aplica a unidades navais russas quando estas se aproximam ou transitam por águas próximas do arquipélago. Antes disso, a mesma corveta tinha sido observada por navios de Espanha e do Reino Unido durante a travessia do Estreito de Gibraltar.
Por fim, importa referir que, para além da vigilância a navios russos - que integra as operações rotineiras que vários países estão a executar, sobretudo os Estados Unidos -, nas últimas horas o Reino Unido decidiu enviar um dos seus destróieres Tipo 45 para o Mediterrâneo Oriental, rumo à ilha de Chipre, a qual recebeu ataques por parte do Irão. No âmbito da Operação Epic Fury, o navio seleccionado é o HMS Dragon, que actuará em conjunto com helicópteros Wildcat armados, num contexto de crescentes tensões no Médio Oriente.
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