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Os navios fantasmas do Mar Negro e o mistério do oxigénio a 2.000 metros de profundidade

Navio pirata antigo submerso no fundo do mar com objetos espalhados ao redor e pequeno drone ao lado.

Os navios fantasmas do Mar Negro deixaram a comunidade científica intrigada ao exporem embarcações antigas conservadas graças a uma circunstância pouco comum: a ausência de oxigénio a mais de 2.000 metros de profundidade.

Como o Mar Negro conseguiu preservar navios por tantos séculos?

No leito do Mar Negro existe uma camada sem oxigénio que travou a actividade de organismos que, noutras zonas, degradam madeira, têxteis e outros materiais orgânicos.

Com este “bloqueio” natural, a área funcionou como uma verdadeira cápsula do tempo, mantendo navios romanos e bizantinos num estado de preservação notável.

O que os pesquisadores encontraram nos navios antigos?

Expedições científicas identificaram embarcações com partes ainda facilmente reconhecíveis, incluindo mastros, cordas e cascos de madeira intactos mesmo após mais de mil anos.

Os dados recolhidos sugerem que alguns destes navios dão a impressão de ter afundado há pouco tempo, apesar de terem permanecido ocultos durante séculos nas profundezas.

Por que a ausência de oxigênio protegeu essas embarcações?

As zonas mais profundas do Mar Negro incluem uma região anóxica, onde praticamente não há oxigénio disponível para alimentar os processos normais de decomposição.

Sem bactérias e pequenos organismos marinhos capazes de consumir a madeira, as embarcações ficaram resguardadas de um dos mecanismos de deterioração mais comuns.

Quais são os principais mistérios revelados pelos navios fantasmas?

Estes naufrágios ajudam arqueólogos a reconstruir antigas rotas comerciais e a observar, em detalhe, a tecnologia naval empregue por diferentes civilizações.

Entre as revelações com maior peso estão elementos que mostram como era o quotidiano dos navegadores e o transporte marítimo de outras épocas:

  • Embarcações romanas e bizantinas com estruturas preservadas.
  • Ferramentas e componentes náuticos mantidos na posição original.
  • Detalhes da construção naval que dificilmente resistiriam noutras regiões.

O que esses navios representam para a arqueologia mundial?

Os navios descobertos no Mar Negro são vistos como alguns dos mais valiosos tesouros arqueológicos submersos alguma vez identificados.

A conservação extraordinária possibilita estudar antigas sociedades marítimas com uma precisão rara, recuperando informação que, de outra forma, poderia ter-se perdido para sempre.

Como os cientistas estudam esses navios sem destruí-los?

Para mapear e examinar os naufrágios, as equipas recorrem a tecnologia actual, como veículos subaquáticos operados remotamente.

Estas ferramentas permitem captar imagens de alta resolução e recolher dados sem retirar as embarcações do ambiente em que ficaram preservadas.


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