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Imagens de satélite revelam novo submarino chinês com design invulgar em Xangai

Homem fardado observa modelo de submarino negro em mesa, com imagem do submarino num ecrã e mapa-mundo ao fundo.
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Imagens de satélite revelam um novo submarino chinês em Xangai

A divulgação de uma nova série de imagens de satélite expôs o aparecimento de um novo submarino chinês, de desenho pouco habitual, num estaleiro em Xangai. A embarcação foi assinalada por fontes de inteligência de fontes abertas (OSINT) e por publicações ocidentais especializadas, o que desencadeou avaliações sobre a hipótese de se tratar de uma nova classe. O registo visual, captado no início de junho, destaca elementos que se afastam dos padrões de construção mais comuns na Marinha do Exército de Libertação Popular (PLAN).

De acordo com o material multimédia, este novo submarino chinês não apresenta a vela normalmente vista nos actuais projectos de propulsão subaquática. O estaleiro de Jiangnan, onde o navio foi identificado em imagens de satélite da empresa Vantor, já tinha exibido, há quase uma década, um protótipo invulgar de drone submarino igualmente sem vela. Os analistas referem que a plataforma agora observada parece ser mais compacta e adoptar um casco hidrodinâmico, embora não seja possível confirmar todos os pormenores estruturais com total nitidez devido às limitações das imagens.

Leme em X e dimensões estimadas do casco

Para lá da ausência da vela tradicional, as fotografias sugerem que o leme segue uma configuração em X. Este desenho geométrico tende a oferecer maior agilidade de manobra quando comparado com os lemes horizontais e verticais convencionais. Num relatório técnico, o analista especializado HI Sutton estimou um comprimento de casco de aproximadamente 120 metros e uma boca na ordem dos 11 metros.

O novo submarino chinês e o equilíbrio de forças naval

Com base nessas dimensões, Sutton indicou que o projecto não teria volume suficiente para acomodar mísseis balísticos intercontinentais. Os mísseis mais recentes desenvolvidos pela China exigem plataformas consideravelmente maiores, de forma a garantir armazenamento seguro e lançamento vertical. Assim, numa avaliação preliminar, afasta-se a classificação como submarino nuclear de mísseis balísticos (SSBN), ainda que o seu porte seja muito superior ao de um submarino convencional de ataque (SSK).

Propulsão em discussão: reator nuclear e hipótese AIP

O tipo de propulsão permanece um dos pontos mais debatidos por especialistas civis e militares. A leitura mais provável aponta para a integração de um pequeno reator nuclear de nova geração, compatível com o volume interno disponível. Em paralelo, admite-se a possibilidade de o reator operar em conjunto com um sistema de propulsão independente do ar (AIP), conjugando a autonomia associada à energia nuclear com a eficiência energética destas soluções.

O crescimento da frota subaquática de Pequim tem impacto directo nas projecções estratégicas do Pentágono e da Marinha dos EUA (USN). Relatórios em Washington apontam que, até meados da próxima década, a frota do país asiático deverá ser composta em partes iguais por modelos nucleares e convencionais. Neste momento, a China opera cerca de 60 submarinos, dos quais mais de uma dezena dispõe de reatores nucleares activos, adequados a missões de longa duração.

Vantagens operacionais e restrições técnicas do design

A opção por prescindir da vela tradicional tende a baixar a resistência hidrodinâmica e a melhorar a assinatura acústica durante a navegação. Ainda assim, analistas ocidentais sublinham que esta solução impõe limitações relevantes à instalação de periscópios, antenas e sistemas de snorkel. Além disso, pode dificultar operações em regiões polares, onde a vela é importante para romper camadas de gelo e apoiar manobras de reabastecimento à superfície.

A inteligência naval continua a acompanhar a evolução chinesa na construção da nova variante referida como Tipo 041 ou classe Zhou. Em simultâneo, o desenvolvimento de veículos subaquáticos não tripulados de grande porte segue uma tendência global, igualmente visível na cooperação entre Austrália, Reino Unido e EUA (AUKUS) no seu Pilar II. A empresa estatal China State Shipbuilding Corporation (CSSC) já apresentou conceitos de grandes drones civis e militares orientados para missões de ataque, apoio a forças especiais e lançamento de dispositivos de menor dimensão.

Créditos da imagem: Vantor

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