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Finlândia lança a primeira fragata multipropósito da classe Pohjanmaa no âmbito do Laivue 2020

Navio militar finlandês atracado com cinco trabalhadores de colete laranja e dois oficiais em cais.

Fragatas multipropósito da classe Pohjanmaa: botadura em Rauma

Integrada no esforço de renovação da frota de superfície, a Marinha da Finlândia e o Ministério da Defesa assinalaram a botadura da primeira das novas fragatas multipropósito da classe Pohjanmaa. A cerimónia decorreu a 21 de maio, nas instalações do estaleiro de Rauma, e foi presidida pelo ministro da Defesa finlandês, Antti Häkkänen, que na sua intervenção destacou o momento como um novo marco na modernização das capacidades navais do país.

Programa Laivue 2020 e missões no mar Báltico

Lançado em 2015, o programa “Laivue 2020” prevê a construção de quatro corvetas destinadas a equipar a Marinha da Finlândia, concebidas para operar em ambientes exigentes como o mar Báltico. Estas unidades estarão preparadas para tarefas de colocação de minas, defesa antiaérea e guerra antissubmarina, afirmando-se como o eixo central da defesa naval finlandesa.

Com a entrada ao serviço destas plataformas, serão substituídos navios mais antigos já retirados, incluindo as lanchas de mísseis da classe Rauma, os navios da classe Hämeenmaa e um antigo navio minador da classe Pohjanmaa.

Evolução do projeto no estaleiro RMC e calendário

Após a atribuição dos contratos ao estaleiro Rauma Marine Constructions (RMC), o projeto tem avançado em linha com os calendários definidos. No início do ano, o estaleiro concluiu a montagem estrutural do casco da primeira corveta, tendo entretanto removido a cobertura de proteção usada durante a fase de pintura.

Entretanto, em outubro de 2024, já tinha começado a construção da segunda unidade, na sequência da cerimónia de corte da primeira chapa de aço naval.

Declarações de Antti Häkkänen e o contexto de segurança no Báltico

Durante a botadura, Häkkänen salientou que este programa se insere num objetivo mais amplo: reforçar a capacidade da Finlândia para responder, por si própria, às necessidades de defesa. “A construção nacional de navios de guerra não serve apenas fins militares. As aquisições da Administração da Defesa têm sido historicamente fundamentais para apoiar o know-how industrial e o seu sucesso comercial”.

O ministro apontou também os desafios no Báltico, onde o aumento das tensões veio evidenciar a necessidade de reforçar as capacidades marítimas: “Como vimos na Ucrânia, a indústria de defesa é crucial para a segurança nacional. A Finlândia está a avançar na direção certa, mas ainda há muito por fazer”.

Por fim, indicou que iniciativas estratégicas - como a renovação da frota de caças Hornet e o programa Laivue 2020 - representam apenas o começo. “Nos próximos anos, lançaremos uma reforma ainda mais ambiciosa: a modernização das forças terrestres”, afirmou, recordando que a Finlândia tem dado prioridade à defesa mesmo em períodos difíceis, como durante a recessão dos anos 90.

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