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Metro Mondego regista um milhão de validações e procura 20% acima do esperado

Mulher a validar cartão numa estação de metro com comboio e mapa de linhas ao fundo, durante o dia.

A Metro Mondego ultrapassou a marca de um milhão de validações desde que o serviço passou a ser pago, registando uma procura 20% acima do que estava inicialmente previsto.

Um milhão de validações desde o início da cobrança

Esta segunda-feira, em Coimbra, no fim de uma deslocação em metrobus (autocarros elétricos a circular em via dedicada) entre as estações da Portagem e de São José, o ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, assinalou o marco alcançado. "Viemos, de alguma forma, comemorar o passageiro um milhão. Um milhão desde janeiro, desde que estamos a cobrar", declarou.

O governante sublinhou ainda que o Sistema de Mobilidade do Mondego (SMM) está a apresentar uma procura 20% acima do que seria expectável nesta fase. Atualmente, o sistema garante a ligação a Miranda do Corvo e à Lousã, enquanto a componente urbana - que incluirá a estação de Coimbra-B e os hospitais - continua por concluir.

Segundo Miguel Pinto Luz, antecipava-se uma descida acentuada da procura quando a operação deixasse de ser gratuita e passasse a ser paga, mas esse cenário não se verificou.

Procura acima das estimativas e impacto na circulação

De acordo com um comunicado do ministério enviado aos órgãos de comunicação social, em abril contabilizaram-se 280 mil validações, o que corresponde a um aumento de 57,4% face ao primeiro mês de operação comercial. O valor diário mais elevado ocorreu a 6 de maio, com 13.410 validações.

A mesma nota indica que, tanto em março como em abril, as validações ficaram mais de 40% acima das estimativas. O trajeto entre a estação da Portagem e a do Alto de São João (troço urbano) concentra 80% das validações, acrescenta o comunicado. "Um número que é absolutamente relevante e revelador daquilo que é a intenção do Governo e das autarquias com a utilização deste tipo de mecanismos: tirámos 750 mil carros do território", frisou.

Na estação de São José - requalificada no anterior mandato autárquico - o ministro das Infraestruturas destacou igualmente a capacidade destes projetos para "requalificar o tecido urbano, de desenhar cidade, de fazer cidade, ao mesmo tempo que se garante uma mobilidade mais amiga do ambiente, mais saudável".

Tal como já tinha referido noutras ocasiões, Miguel Pinto Luz reiterou que o objetivo do projeto de "metrobus" é "contaminar positivamente" outras zonas do país, manifestando a expectativa de ver iniciativas semelhantes avançarem para a região de Leiria, para o Algarve ou para a zona de Braga.

Na viagem estiveram também presentes a presidente da Câmara de Coimbra, Ana Abrunhosa, a presidente da Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra, Helena Teodósio, e o presidente da Metro Mondego, Leonel Serra, entre outros responsáveis.

Estação Nova e calendário para a rede urbana do SMM

A deslocação ocorreu após a sessão de assinatura do protocolo de subconcessão da Estação Nova de Coimbra, cuja gestão passa para o município. A estação tinha sido desativada no contexto das obras associadas ao "metrobus".

Na cerimónia, o vice-presidente da Infraestruturas de Portugal, Carlos Fernandes, voltou a afirmar a intenção de ter o troço até Coimbra-B aberto antes do início do próximo ano letivo, bem como de assegurar uma abertura parcial da linha do hospital até à Praça da República. A restante extensão da linha do hospital deverá ficar concluída entre o final deste ano e o início de 2027, indicou.

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