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Armada Argentina detecta pesca ilegal na ZEEA durante a operação Mare Nostrum VI

Oficial naval em uniforme azul observa uma frota de barcos de pesca no mar com binóculos ao amanhecer.

Detecção de pesca ilegal na Zona Económica Exclusiva Argentina (ZEEA)

Integrada na operação de vigilância e controlo dos espaços marítimos “Mare Nostrum VI”, a Armada Argentina informou que, no início do mês, foi identificada uma embarcação a desenvolver actividade de pesca ilegal dentro da Zona Económica Exclusiva Argentina (ZEEA). A nacionalidade do navio não foi divulgada.

A detecção foi possível graças ao empenhamento de meios e capacidades da força, com destaque para a aeronave de patrulhamento marítimo P-3C Orión e para o patrulheiro oceânico ARA “Almirante Storni”.

Operações “Mare Nostrum” sob o Comando Conjunto Marítimo

Desde o começo do ano, e sob o controlo operacional do Comando Conjunto Marítimo - dependente do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas - a Armada Argentina tem vindo a realizar uma série de acções de controlo e vigilância do mar argentino, enquadradas no conjunto de operações designado “Mare Nostrum”.

Estas missões incluem a disponibilização e o destacamento, para tarefas de patrulha e vigilância marítima, de unidades da Flota de Mar da Armada Argentina, bem como de meios do Comando de Aviação Naval, salientando-se, neste último caso, os P-3C Orión recentemente incorporados.

Mare Nostrum VI e a passagem de frotas pesqueiras para o Atlântico Sul

A nova edição, lançada no início de dezembro e denominada “Mare Nostrum VI”, coincide com o trânsito de frotas pesqueiras de múltiplas nacionalidades do Pacífico Sul para o Atlântico Sul.

A própria Armada Argentina detalhou o contexto do período, afirmando: “

…neste período do ano regista-se um aumento significativo da chegada de navios pesqueiros estrangeiros, provenientes principalmente do Indo-Pacífico e das Ilhas Galápagos, atraídos pela campanha da lula. Esta época de elevada actividade de pesca estende-se desde o início de dezembro até meados de 2026, e prevê-se a presença de mais de 400 navios pesqueiros, maioritariamente de bandeira chinesa, embora também de Espanha, Portugal, Rússia, Vanuatu, entre outros países”.

Comunicação às autoridades e enquadramento legal

Foi neste quadro que a força confirmou a detecção de um navio a operar dentro da Zona Económica Exclusiva, ocorrência registada a 4 de dezembro. A anomalia foi comunicada à Subsecretaria de Pesca da Nação, com vista ao desencadeamento dos procedimentos correspondentes por pesca ilegal, em clara infracção à legislação em vigor.

Por fim, a Armada Argentina sublinhou a relevância destas operações, por permitirem “

… consolidar a presença efectiva do Estado no mar, melhorar a consciência situacional marítima e contribuir de forma directa para a defesa dos recursos naturais, em coordenação com outros organismos do Estado e no âmbito do Sistema de Defesa Nacional”.

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