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China acelera licenças de exportação de terras raras, mas fornecimento continua instável

Mulher a apontar para um mapa mundial digital com rotas de navegação, com porto e contentores ao fundo.

A pressão sobre o fornecimento de terras raras começa a mostrar sinais de algum alívio, à medida que um volume maior de pedidos de licenças de exportação é finalmente aceite. Ainda assim, o sistema continua longe de funcionar com normalidade.

Desde abril, foram submetidos à China centenas de pedidos de licenças de exportação, mas apenas 25% tinham recebido luz verde até ao início deste mês.

Licenças de exportação de terras raras: aprovações a subir, mas ainda irregulares

Segundo Nils Poel, responsável pelos assuntos de mercado da CLEPA (Associação Europeia de Fornecedores Automóveis), essa taxa terá agora subido para cerca de 60% - um nível que poderá bastar para afastar os cenários mais preocupantes que tinham sido colocados em cima da mesa.

Mesmo com esta melhoria, o ritmo fica aquém do desejável. Poel sublinha que a situação permanece instável e é marcada por disparidades geográficas.

EUA, Índia e outras rotas: atrasos e pedidos postos em segundo plano

Nos processos em que o destino final é os EUA, ou quando os produtos têm de transitar por países em desenvolvimento - como acontece com a Índia -, a tramitação tem sido mais lenta, chegando mesmo a ser relegada para segundo plano.

Os EUA anunciaram a 26 de julho a existência de um acordo com a China para acelerar a aprovação das exportações de terras raras, embora sem apresentar pormenores. Poucas horas depois, Pequim confirmou o entendimento, alcançado anteriormente em Londres, e assegurou que irá tratar as licenças de exportação de acordo com a lei.

“Estou confiante… os ímanes vão voltar a circular”, afirmou Scott Bessent, secretário da tesouraria dos EUA, descrevendo o acordo como um instrumento para desanuviar as tensões.

União Europeia: aprovações no limite para evitar paragens

No caso da União Europeia, a China estará a aprovar o “mínimo dos mínimos” de licenças, com o objetivo de evitar o encerramento de linhas de produção, segundo uma fonte oficial europeia citada pela Reuters.

“Em algumas zonas a produção poderá vir a ser afetada, mas até agora temos conseguido evitar isso”, disse o chefe de assuntos de mercado.

Cenário mais positivo?

As limitações à exportação introduzidas em abril provocaram uma quebra de cerca de 75% nas exportações de terras raras, levando à paragem de algumas linhas de produção. Embora o enquadramento atual pareça mais favorável, as regras aplicáveis a este tipo de materiais continuam envoltas em incerteza.

Atualmente, a China assegura cerca de 70% da produção mundial de terras raras e aproximadamente 90% da capacidade de processamento. Estes minerais são essenciais para a indústria automóvel, por integrarem motores (elétricos e térmicos), sistemas de travagem regenerativa, infoentretenimento, sensores, entre muitas outras aplicações.

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