A confirmação de que Lewis Hamilton vai deixar a Mercedes-AMG Petronas para se juntar à Scuderia Ferrari em 2025 caiu como uma verdadeira «bomba» no paddock da Fórmula 1 e levantou de imediato a pergunta que não quer calar: quem irá ocupar o lugar que fica vago na equipa alemã?
Chegou a falar-se num eventual regresso de Valtteri Bottas e até numa aposta no experiente Fernando Alonso, mas a decisão da estrutura das «Flechas de Prata», liderada por Toto Wolff, pode passar por um jovem fenómeno que muitos já apelidam de «futuro Verstappen».
Esse nome é Kimi Antonelli. Tem apenas 17 anos e integra o programa de desenvolvimento de pilotos da Mercedes-Benz desde os 13.
Um palmarés que dispensa apresentações
Mesmo com tão pouca idade, o piloto nascido em Bolonha (Itália) já reúne um currículo impressionante: foi bicampeão europeu de karting (2020 e 2021), conquistou a F4 italiana e a ADAC Fórmula 4 em 2022, e venceu o Campeonato de Fórmula Regional Europeia da Alpine e o Campeonato Regional de Fórmula do Médio Oriente, ambos em 2023.
Foi precisamente este percurso que levou Kimi Antonelli a dar um salto pouco comum: em 2024 vai passar diretamente da Fórmula 4 para a Fórmula 2, ao serviço da Prema, deixando a Fórmula 3 pelo caminho. Fica, assim, a apenas um passo do tão desejado «assento» na Fórmula 1.
Semelhanças com Verstappen?
Se olharmos para a atual dupla da Mercedes-AMG Petronas, percebemos que George Russell seguiu um caminho mais tradicional, subindo «degrau a degrau»: F4, depois F3, mais tarde F2 e, finalmente, F1. E a equipa sediada em Brackley (Reino Unido) tem reputação de valorizar este tipo de progressão.
Ainda assim, o caso de Max Verstappen mostra que pode haver paralelos com aquilo que a Mercedes poderá estar a ponderar para Antonelli. O piloto neerlandês da Red Bull Racing saltou diretamente da Fórmula 3 para a Fórmula 1 quando tinha apenas 17 anos.
Neste contexto, a possibilidade de uma promoção já em 2025 - para preencher a vaga deixada por Lewis Hamilton - poderá ficar dependente do desempenho que Antonelli conseguir na presente época de Fórmula 2 com a Prema.
Mais do que a simples chegada à F1, que parece ser o desfecho natural para um talento desta dimensão, o grande tema poderá ser uma entrada direta na Mercedes-AMG Petronas. Em alternativa, poderá estar em cima da mesa começar por uma equipa com menos ambição (e menor pressão), como aconteceu com George Russell ou com Mick Schumacher.
O que diz o «patrão» da Mercedes-AMG Petronas?
Confrontado com o futuro de Antonelli na Fórmula 1, e citado pela publicação especializada Motorsport.com, Toto Wolff, chefe de equipa e diretor executivo da Mercedes-AMG Petronas, declarou:
O mais importante nesta altura é ele concentrar-se na F2. Acho que se começarmos a confundi-lo ou a espalhar rumores nos media isso não vai ajudá-lo na sua campanha na Fórmula 2.
Toto Wolff, diretor executivo da Mercedes-AMG Petronas
“Ele acabou de sair dos karts apenas há alguns anos e ainda nem tem 18 anos. Por isso prefiro não iniciar nenhum tipo de especulação acerca da sua entrada na Fórmula 1 nesta fase”, acrescentou Wolff.
Para já, há um dado que não oferece dúvidas: esta temporada, Antonelli vai disputar o Campeonato de Fórmula 2 com a Prema, a equipa italiana onde fez grande parte do seu percurso.
E convém sublinhar que este facto, por si só, funciona como um selo de qualidade. Afinal, falamos de uma estrutura onde pilotos como Charles Leclerc, Esteban Ocon e Oscar Piastri conquistaram campeonatos nas «fórmulas jovens».
Comentários
Ainda não há comentários. Seja o primeiro!
Deixar um comentário